O mundo é uma festa, mas o gelo está acabando


Bobagens e mentiras sobre o Código Florestal

Acompanhar a discussão sobre o Código Florestal no plenário da Câmara dos Deputados está sendo um exercício de tolerância máxima.

Discursos falaciosos, acusações infundadas, bobagens sem fim. Claras tentativas de desinformar a audiência. E nenhuma discussão real, de mérito, sobre os mecanismos do Código. A ausência de proposta para votação torna o debate ainda mais esquizofrênico. 

O pior é que a maior parte dos parlamentares que defendem a descaracterização do Código Florestal não tem coragem de assumir que estão detonando uma legislação ambiental. Fazem discurso politicamente correto de defesa do meio ambiente.

Usam como estratégia a disseminação de informações mentirosas, com a intenção de desqualificar os setores da sociedade que se opõe a essa detonação do Código Florestal.

Até um site falso, registrado nos EUA, que tenta associar organizações não governamentais e lideranças como a da ex-Senadora Marina Silva a intenções de internacionalizar a Amazônia foi criado e tem sido divulgado como se fosse feito por ambientalistas.

A idéia de que ambientalistas só querem protelar a discussão é uma dessas mentiras. Os esforços da sociedade civil para que se chegue a um projeto de Código Florestal adequado ao Brasil fez com que várias propostas fossem elaboradas nos últimos anos. Para ficar nas mais recentes, veja aqui proposta elaborada por um conjunto de ONGs em parceria com o setor florestal, e aqui proposta encaminhada pelo movimento socioambiental ao Ministro Antonio Palocci no último fim de semana.

A estratégia da "mentira repetida mil vezes que torna-se verdade", entretanto, não vai colar. A sociedade brasileira sabe o papel que cumprem as ONGs e lideranças como Marina Silva no debate sobre a questão ambiental no Brasil, e em especial do Código Florestal. O tema só tem hoje tamanha relevância junto a opinião pública graças à bem sucedida campanha eleitoral do PV em 2010, que angariou 19,7 Milhões de votos. E essa adesão ao projeto representado por Marina Silva é a comprovação de que a sociedade brasileira está preocupada não só com a sustentabilidade socioambiental, mas, principalmente, com a sustentabilidade política do país, na qual oportunismos e falácias não tem lugar.


Os ruralistas podem esbravejar e caluniar. Podem até, com sua maioria em plenário, fazer com que seus interesses particulares se sobreponham ao interesse do país, mas não vão conseguir desconstituir as forças vivas da sociedade, e terão que ajustar contas com elas no futuro, nas urnas e nas ruas.

 

 


 



Escrito por Adriana Ramos às 14h27
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